
Sun Tzu, o famoso general chinês a quem é atribuído o notório “A Arte da Guerra”, falava uma frase emblemática: na paz, prepara-te para a guerra; na guerra, prepara-te para a paz.
Dadas as devidas proporções e referências, essa frase também se aplica às mudanças climáticas e aos desastres naturais.
Estamos caminhando para o fim do ano e, ao fazermos uma breve análise dos impactos climáticos em 2025, conseguimos identificar alguns padrões, que são importantes para o futuro.

Frequência
O primeiro, é que os desastres naturais estão cada vez mais frequentes. Dados do Willis Natural Catastrophe Review, produzido pela WTW, mostram que a frequência e o intervalo entre os desastres naturais diminuíram consideravelmente.
O que antes acontecia, por exemplo, com um intervalo de seis meses, agora acontece bimestralmente.
Para se ter uma ideia disso, de acordo com o relatório, entre janeiro e junho de 2025, o mundo foi atingido por oito grandes desastres naturais, incluindo os incêndios florestais nos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, e fortes tempestades nos Estados Unidos, Europa e Austrália.
Felizmente, o Brasil, apesar de sentir os impactos das mudanças climáticas, como a recente seca no Rio Solimões, não enfrentou desastres naturais de grandes proporções e não entrou na lista.
A parte positiva dessa história é que temos plenas condições de antever possíveis mudanças climáticas, capazes de resultar em desastres naturais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), por exemplo, já emitiu um aviso oficial indicando que teremos o fenômeno La Niña no Pacífico tropical nos próximos meses, podendo perdurar até o fim do primeiro trimestre de 2026.
Felizmente, a previsão é que o fenômeno seja de menor intensidade, se comparado com o que atingiu a região entre 2020 e 2023, que causou severas secas, mas já é um indício que o ano que vem pode ser intenso.
Por isso, parafraseando Sun Tzu, na “tranquilidade”, prepara-te para o que está por vir.




