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Evitando a onda do quiet quitting (demissão silenciosa)

Autor

Érika Graciotto
Janeiro 16, 2023

O mundo corporativo acabou de ser atingido por uma nova onda: o fenômeno quiet quitting, também chamado de desistência ou demissão silenciosa, que se tornou uma tendência que deve influenciar na decisão de líderes em relação às estratégias de retenção de talentos.

A ideia por trás do quiet quitting diz respeito aos limites entre trabalho e vida pessoal. Resumidamente, é ter em mente que a vida não se resume ao trabalho e quando isso acontece e leva o funcionário ao esgotamento, ocorre a desistência do emprego de forma gradual. Diferentemente do “Great Resignation” em que ocorreu uma onda de pedidos de demissão, nessa tendência o funcionário permanece no posto, não apresentando esforço adicional para o desempenho da função.

É fato que este tipo de comportamento já existe há décadas, mas foi amplificado atualmente devido a diversos fatores, como a exaustão gerada pela pandemia; incerteza econômica e geopolítica; escassez severa de pessoal; isolamento do trabalho remoto; ansiedade de retorno aos locais de trabalho e redução do poder de compra das pessoas por causa da inflação.

Segundo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre julho de 2021 e julho de 2022, o país registrou cerca de 6,5 milhões de pedidos de demissão de trabalhadores com carteira assinada. Já uma pesquisa da startup Closecare identificou um crescimento de 30% em afastamentos motivados por transtornos mentais de 2020 a abril de 2022.

Para evitar esse problema, líderes eficazes precisam ter em mente pontos fundamentais para manter o engajamento como prioridade e reduzir as possibilidades dessa “desistência silenciosa”:

Por fim, líderes eficazes precisam mais do que nunca compreender limites. Não é possível esperar que os profissionais estejam disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, ou simplesmente atribuir mais tarefas aos funcionários já sobrecarregados quando estão com falta de mão de obra e passando por situação de estresse. Se isso não for entendido, a desistência silenciosa se torna uma realidade que gera custos e desequilíbrio para o ecossistema corporativo.

Autora

Érika Graciotto

Diretora de consultoria em Employee Experience da WTW