Neste episódio do podcast Saúde e Benefícios, especialistas da WTW discutem os principais resultados da mais recente Pesquisa Global de Tendências de Benefícios. A conversa explora como as organizações estão revisando suas estratégias para equilibrar controle de custos, flexibilidade, bem-estar e experiência dos colaboradores, transformando programas de benefícios em ferramentas mais relevantes para atração, engajamento e retenção de talentos.
“A questão agora não é investir mais ou investir menos. É investir melhor."Letícia SantosDiretora de Consultoria
Transcrição
[DIEGO CORDEIRO] Olá, está começando mais um episódio do podcast Saúde e Benefícios.
Eu sou o Diego Cordeiro, gerente comercial da área internacional de Benefícios da WTW.
E hoje, vamos falar sobre um tema que está cada vez mais presente na agenda das empresas e dos profissionais de recursos humanos, os benefícios corporativos.
Confira a transcrição completa
[VINHETA] Você está ouvindo o podcast Saúde e Benefícios, uma coleção de entrevistas da WTW, onde exploramos assuntos abrangentes como saúde, bem-estar, benefícios e as mais recentes novidades e tendências do mercado.
[DIEGO CORDEIRO] A mais recente pesquisa global de tendências de benefícios da WTW traz uma visão abrangente sobre as mudanças que estão moldando esse cenário, mostrando como as organizações estão buscando equilibrar custos, bem-estar, flexibilidade e a experiência dos trabalhadores.
Para nos ajudar a entender os principais insights da pesquisa e os impactos dessas tendências para empresas e trabalhadores, eu tenho o prazer de receber Letícia Santos, diretora de consultoria da WTW.
Letícia, muito obrigado por aceitar o nosso convite.
Para começar nossa conversa, eu gostaria de fazer uma pergunta ampla.
Diante de tantas mudanças nas expectativas dos colaboradores e da pressão por eficiência nas empresas, como é possível equilibrar custos, engajamento e bem-estar sem perder competitividade?
[LETICIA SANTOS] Olá Diego, é um prazer estar aqui novamente com vocês.
Este é um tema muito atual, porque as empresas estão num ponto de virada.
A pesquisa, ela trata não só como as empresas estão revisitando seus custos, mas também como elas estão repensando o valor que elas entregam aos seus empregados.
[DIEGO CORDEIRO] Obrigado, Letícia.
A pesquisa mostra que 80% das empresas no Brasil pretendem revisar seus programas de benefícios nos próximos dois anos.
É um número bastante expressivo.
O que está motivando esse movimento?
[LETICIA SANTOS] Sem dúvida, Diego.
Eu acho que o principal fator, que as empresas estão tentando equilibrar as suas prioridades, elas às vezes parecem conflitantes entre controlar e, ao mesmo tempo, atrair, engajar e reter os seus talentos.
Nos últimos anos, vimos uma pressão significativa sobre os custos dos programas, especialmente assistência médica.
Por outro lado, as expectativas dos empregados também mudaram.
Hoje, as empresas valorizam a experiência mais personalizada dos seus empregados, e, também, como que esses benefícios fazem sentido para a vida e o momento desses seus empregados.
Não só empregados, mas também os seus dependentes.
Por isso, a discussão deixou de ser simplesmente investir mais ou investir menos.
A questão agora é investir melhor.
É aí que entra a revisão do portfólio desses benefícios.
Entender o que realmente vai gerar valor para os empregados e direcionar os recursos para iniciativas mais relevantes e sustentáveis.
[DIEGO CORDEIRO] Então não estamos falando necessariamente de redução de benefícios, mas de uma reorganização de investimentos, correto?
[LETICIA SANTOS] Exato, Diego.
É um movimento de otimização, e não de redução.
[DIEGO CORDEIRO] Letícia, falando em experiência, um tema que aparece com bastante força na pesquisa são os benefícios flexíveis, correto?
E a flexibilidade.
Os empregados estão cada vez mais buscando benefícios que façam sentido para diferentes momentos da vida.
Como as empresas estão respondendo a essa demanda?
[LETICIA SANTOS] Diego, talvez seja uma das transformações mais relevantes que estamos vendo nesta edição.
A pesquisa mostra que cerca de dois terços dos empregadores pretendem ampliar as opções de escolha para os seus colaboradores, nos próximos três anos.
Na prática, isso significa reconhecer que pessoas diferentes valorizam benefícios diferentes.
Ou seja, a lógica deve ser de oferecer o mesmo pacote para todos, e passa a ser de mais autonomia, que cada colaborador escolha aquilo que faz sentido para aquele momento e para a sua realidade.
[DIEGO CORDEIRO] Entendi. É quase que como substituir um modelo único por um cardápio de opções?
[LETICIA SANTOS] Perfeito. É esse o entendimento.
Isso tem um impacto direto na percepção do valor, né?
Um exemplo.
Um jovem que acabou de entrar no mercado de trabalho.
Tem as suas prioridades, diferente daquele empregado que tem filhos pequenos ou está prestes a se aposentar.
Então a personalização, ela cria um engajamento e reforça o vínculo com a empresa.
[DIEGO CORDEIRO] Outro tema importante da pesquisa é tecnologia.
Como as ferramentas digitais, a digitalização, está mudando a gestão dos programas de benefícios das empresas?
[LETICIA SANTOS] Diego, eu diria que a tecnologia está sendo uma grande habilitadora dessa transformação.
Em tudo o que a gente vem comentando, e o que vem, que está dentro, inserido na pesquisa, hoje as empresas conseguem acompanhar muito melhor como os benefícios estão sendo utilizados.
Quais geram mais valor para os seus empregados e onde existe oportunidade de melhoria.
Exemplo, plataformas digitais, ferramentas de dados, o famoso Analytics.
As decisões deixam de ser baseadas apenas na percepção e passam a ser orientadas por dados.
Imagino que a tecnologia também ajuda na comunicação, né?
[DIEGO CORDEIRO] Porque nem sempre as pessoas sabem exatamente quais benefícios possuem ou como utilizá-los, né?
[LETICIA SANTOS] Muito, apoiam muito.
E esse é um ponto que, às vezes, ele é subestimado, Diego.
Não basta oferecer um benefício.
As pessoas precisam entender que, o que está disponível?
Como eles podem me ajudar, me apoiar a utilizar?
Ou seja, eu sei o que eu tenho e sei como usar, também.
Acho que isso é muito importante.
E aí a pesquisa traz esse, realmente mostrar esse desafio, que muitas organizações estão passando, né?
Afinal, um benefício só gera valor quando ele é conhecido, compreendido e efetivamente utilizado.
As plataformas digitais ajudam justamente a tornar essa jornada mais simples e mais intuitiva para cada empregado.
[DIEGO CORDEIRO] Perfeito.
A pesquisa também reforça uma tendência que temos observado há alguns anos, a ampliação deste conceito de bem-estar.
O que mudou na visão das empresas?
[LETICIA SANTOS] Eu diria que é a integração.
Ou seja, a gente está falando do bem-estar físico, emocional, financeiro e social.
Mais da metade das empresas já implementaram programas de apoio à saúde mental e financeira.
E 35% planejam ampliar essas ações.
Isso vem mostrando que as organizações entenderam que não dá para tratar o colaborador de forma fragmentada.
[DIEGO CORDEIRO] E dentro dessa evolução, também entram questões de diversidade, equidade e inclusão.
Como esses temas estão influenciando os programas de benefícios?
[LETICIA SANTOS] Na pesquisa, Diego, a gente foi pontuado, cerca de um terço das empresas diz estar revisitando seus planos sobre o prisma de diversidade.
Isso inclui desde o formato das coberturas, até o suporte de diferentes tipos de família.
Parentalidade e acessibilidade.
E é um movimento que conecta benefícios à cultura e aos valores da empresa.
[DIEGO CORDEIRO] Letícia, para encerrarmos a nossa conversa, eu gostaria de ouvir a sua visão sobre o futuro.
Quais características vão definir os programas de benefícios mais bem-sucedidos nos próximos anos?
[LETÍCIA SANTOS] Boa, Diego.
Eu, com a minha expertise, não só o que está baseado na pesquisa, mas eu diria que o futuro, ele está personalizado pela digital, né?
Ou seja, tudo que vem sendo mais facilitado pelo meio digital, orientado a propósito, as empresas conseguirem alinhar o custo à flexibilidade, trazendo e agregando valor.
Vai ter, com certeza, uma as empresas vão ter, com certeza, uma vantagem competitiva enorme na atração e retenção dos seus talentos.
[DIEGO CORDEIRO] Excelente reflexão. No fim das contas, estamos falando de um tema que conecta estratégia de negócio e cuidado com pessoas.
Letícia, muito obrigado pela sua participação e por compartilhar esses insights conosco.
Obrigado a você que nos acompanhou em mais um episódio do podcast Saúde e Benefícios.
Espero você em um próximo encontro, até a próxima.
[LETICIA SANTOS] Obrigada, até mais.
[VINHETA] Obrigado por participar do podcast Saúde e Benefícios.
Para mais informações, acesse nossas mídias sociais e a seção de insights no wtwco.com.
Moderador

Diego Cordeiro
Gerente comercial da área internacional de benefícios

Diego Cordeiro
Gerente comercial da área internacional de benefícios
Convidada

Leticia Santos
Diretora de Consultoria – H&B Brasil

Leticia Santos
Diretora de Consultoria – H&B Brasil