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Risco e resiliência: segurando o futuro da mineração

Autor

Vanessa Povoa
Novembro 12, 2025

O setor de mineração é reconhecido por sua complexidade: operação em locais remotos, investimento intenso em capital e exposição a variáveis ambientais, sociais e regulatórias. Nesse contexto, o seguro se torna uma peça estratégica não apenas para mitigar perdas, mas para dar sustentação à continuidade e à inovação do negócio.

Em 2025, as mineradoras enfrentam uma tríade de grandes desafios: necessidade de capital, gestão ambiental e riscos geopolíticos. As empresas precisam equilibrar a busca por expansão com disciplina financeira, ao mesmo tempo em que respondem às demandas crescentes por sustentabilidade.

Para acompanhar esse cenário, o seguro e a gestão de riscos são fundamentais em operações críticas como barragens de rejeitos, transporte, rupturas, riscos naturais e falhas estruturais.

  • Seguro e gestão de risco: uma relação essencial

    Empresas especializadas já oferecem soluções que abrangem diferentes fases da mineração: cobertura patrimonial, interrupção de negócios, responsabilidade civil, seguro D&O, riscos cibernéticos, transporte, estoques e até descaracterização de barragens.

    Na prática, isso exige integração total com engenharia de risco e estratégias de mitigação: avaliações contínuas de integridade de estruturas, políticas de manutenção preventiva, planos de resposta rápida e governança forte. Quando um operador atua com seguros estruturados, a empresa pode avançar com confiança, sabendo que está protegida contra eventos extremos.

  • ESG, sustentabilidade e seguro como vetor de valor

    O seguro no setor de mineração se transforma em instrumento de credibilidade e acesso a capital. Propostas de seguro em mineração hoje já consideram critérios ESG: desempenho ambiental, relacionamento com comunidades, governança e práticas alerta de riscos.

    À medida que investidores exigem transparência e metas sustentáveis, mineradoras que adotarem programas de seguros com critérios ESG estarão em vantagem competitiva. Além disso, seguradoras mais dispostas a oferecer prêmios melhores para operações bem gerenciadas refletem maturidade no mercado.

A inovação, a governança e a sustentabilidade devem estar integradas à operação, e esse é o caminho para construir resiliência. Quando seguro e risco se articulam de forma fluida com estratégia, é possível operar com confiança mesmo em terrenos incertos.

No terceiro episódio da série Willis Talks, falamos da experiência da Vale, cliente da WTW. Confira o episódio completo!

Autor

Vanessa Povoa

Diretora de indústria