Neste episódio do POD+Seguros, especialistas da WTW trazem os principais insights e tendências apresentados no RISKWORLD 2026 (RIMS), maior evento global de gestão de riscos.
A edição deste ano, que aconteceu em maio na Filadélfia, reforçou o posicionamento estratégico da América Latina em programas multinacionais, com maior expectativa por governança, coordenação regional e consistência entre países.
A conversa traz o que empresas com presença em diversos países esperam para a gestão de riscos e como a WTW tem se posicionamento frente a esse cenário.
Transcrição
[VINHETA] Você está ouvindo o POD+Seguros, uma série de podcasts da WTW, onde nós discutimos temas sobre seguros corporativos, gestão de riscos e outras novidades e tendências do mercado.
[FLAVIA BALBINA] Olá! Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do POD+Seguros.
Eu sou a Flávia Balbina, diretora de Multinacional Client Management e hoje eu vou conversar com o Márcio Teixeira, o head de Multinacional e Sales Management aqui na WTW.
Participar do RIMS, o maior evento global de Risk Management é sempre uma oportunidade única, ainda mais representando a WTW e estando próximo dos principais clientes multinacionais que enfrentam desafios cada vez mais complexos na gestão de risco.
Estar presente e nos permitir entender de perto as prioridades dos Risk Managers globais é fundamental.
Momentos assim são muito valiosos porque nem sempre temos a oportunidade de estar com tantos tomadores de decisões globais em um único lugar.
É uma oportunidade para ouvir, aprender, mas também de mostrar a força da WTW, a perspectiva da nossa região e como podemos agregar valor.
Hoje a ideia é fazer um bate-papo sobre os principais insights que a gente trouxe da edição de 2026, que aconteceu em maio, na Filadélfia.
Márcio, obrigada por estar aqui. Vamos começar?
[MÁRCIO TEIXEIRA] Eu que agradeço, Flávia, um prazer participar aqui dessa edição.
E vamos lá.
[FLÁVIA BALBINA]Então vou fazer a primeira pergunta, Márcio.
Esse é um dos maiores eventos do mercado.
Como foi sua experiência esse ano e qual é a principal mensagem que você trouxe?
[MÁRCIO TEIXEIRA] Flávia, eu diria que a principal mensagem desse RIMS é que o Brasil e a América Latina ganharam definitivamente um papel estratégico dentro dos programas multinacionais.
Isso ficou claro nas conversas, principalmente com os clientes baseados nos Estados Unidos, onde estão concentrados os principais decisores.
Hoje existe uma expectativa muito maior dessas empresas em relação à governança, coordenação regional e consistência entre os países.
Ou seja, a região deixou de ser periférica e passou a fazer parte central da discussão global de risco.
[FLÁVIA BALBINA]E deixa eu te fazer uma segunda pergunta.
O que mais te chamou a atenção esse ano?
Olha, sem dúvida, o nível de sofisticação das discussões.
Os clientes não estão mais buscando apenas um broker para colocar programas de seguro.
Eles querem um parceiro que consiga conectar o global com o local, entender o negócio, integrar soluções e gerar valor de verdade.
[FLÁVIA BALBINA] E desses temas, quais foram os temas que dominaram as conversas com os clientes?
[MÁRCIO TEIXEIRA] Alguns temas foram praticamente unânimes.
A evolução e expansão dos programas multinacionais com maior foco na América Latina.
Discussões relevantes sobre M&A, especialmente due diligence e advisor de risco.
O crescimento de soluções alternativas como estruturas em [concativas].
E uma agenda muito forte de governança.
De forma geral, existe uma demanda clara por modelos de atendimento mais integrados e coordenados globalmente.
[FLÁVIA BALBINA]E além desses temas, você percebeu alguma mudança no perfil dos clientes?
[MÁRCIO TEIXEIRA] Sim, Flávia.
E esse foi um dos pontos mais marcantes.
Os clientes estão inseridos em um ambiente muito mais complexo, seja por geopolítica, volatilidade, regulação ou pela própria dinâmica dos negócios.
Isso impacta diretamente a tomada de decisão.
Hoje você tem muito mais stakeholders envolvidos.
Áreas de risco, financeiro, jurídico, operações e até o board.
A decisão deixou de ser individual e passou a ser muito mais coletiva e estruturada.
E é nesse contexto que o nosso papel evoluiu bastante.
Nós deixamos de ser apenas participantes e passamos a ser protagonistas conscientes na decisão do cliente.
E isso começa muito antes de uma reunião.
Isso tem que começar logo na preparação.
Quando você chega com o entendimento do negócio, dos dados e com os dados também, né?
Hipóteses bem construídas e perguntas certas, você muda o nível da conversa.
E você deixa de reagir e passa a conduzir o diálogo.
E muitas vezes, a provocar o cliente a estruturar uma decisão que ainda não estava clara internamente.
[FLÁVIA BALBINA] E olha que a gente se preparou em março, foi preparação pré, durante e pós, que ainda está sendo.
Como você vê a evolução dos programas de gerenciamento de risco em empresas com presença em vários países?
[MÁRCIO TEIXEIRA] Eles estão muito mais integrados, mais complexos e muito mais estratégicos.
Os responsáveis pelos seguros, os risk managers, que nós chamamos, estão cada vez mais próximos das decisões de negócio.
Então hoje não basta ter presença local, é preciso garantir governança, consistência e visibilidade global.
Além, claro, de trazer inovação.
[FLÁVIA BALBINA] E, na prática, o que um cliente americano espera da América Latina?
[MÁRCIO TEIXEIRA] Bem, eu resumiria em dois pontos principais.
O primeiro, a expertise local forte.
Em segundo, a coordenação regional eficiente.
Existe uma expectativa clara de que a região entrega o mesmo nível de qualidade e governança que outras regiões, mas sempre respeitando as particularidades locais.
E, mais do que isso, o cliente espera que a gente entenda o negócio dele de verdade.
Não só o risco, mas a operação, os desafios e os planos de crescimento.
É isso que permite conectar soluções com impacto real.
[FLÁVIA BALBINA] E olhando para WTW Brasil, qual foi o impacto do evento para você, Márcio?
Olha, foi muito relevante.
[MÁRCIO TEIXEIRA] RIMS é, acima de tudo, acesso.
A gente conversa diretamente com os principais decisores, discute a América Latina e abre oportunidades concretas de novos negócios e expansão de escopo.
Isso vem muito dessa abordagem mais estratégica, baseada em preparo, entendimento do negócio e a capacidade de provocar o cliente.
Quando a conversa evolui nesse nível, a gente entra naturalmente em discussões mais amplas e melhor estruturadas.
Não é mais só sobre renovar ou implementar um programa, mas sobre como apoiar o cliente de forma mais completa.
E esse ano tivemos um diferencial importante.
Historicamente, a WTW Brasil não tinha uma presença tão ativa no RIMS.
E dessa vez, além da agenda de reuniões, tivemos um espaço dentro do hub da WTW para a nossa América Latina.
Isso trouxe uma dinâmica completamente diferente, permitindo receber clientes, interagir com colegas globais e fortalecer conexões de forma muito mais próxima.
Isso tudo ocorrendo dentro desse espaço que nós tivemos dentro da hub, esse ano.
Isso reforça o posicionamento da América Latina como uma região cada vez mais relevante dentro da WTW.
Realmente, nós fomos com uma agenda bem estruturada.
Foram três dias bem intensos e com conversas muito importantes, Flávia.
[FLÁVIA BALBINA] E olhando para frente, quais serão as prioridades dos clientes multinacionais?
[MÁRCIO TEIXEIR] Eu destacaria três, né?
Três prioridades aqui, junto desses nossos clientes.
Eficiência e otimização de capital.
O maior interesse em estruturas alternativas.
Governança e controle dos programas multinacionais e uma visão mais integrada de risco, conectando seguros, operação e estratégia.
Além disso, temas como risco geopolítico, climático, reputacional e inteligência artificial são as tendências mais relevantes.
Com uma abordagem cada vez mais prática.
[FLÁVIA BALBINA]E para fechar aqui, Márcio, qual foi o principal insight que você trouxe do evento?
[MÁRCIO TEIXEIRA] Os clientes estão cada vez mais exigentes.
Eles têm mais informação, mais alternativas e mais clareza do que eles precisam.
Isso muda o nosso papel.
Não basta executar bem, é preciso influenciar bem, ajudar o cliente a pensar, estruturar e tomar decisão.
E quem consegue fazer isso de forma consistente se posiciona como um parceiro estratégico de verdade.
E é aí, é exatamente aí, que o nosso modelo ganha ainda mais relevância.
[FLÁVIA BALBINA] Perfeito, Márcio. Super interessante.
E como é importante trazer essa mensagem, e também a gente refletir o que podemos fazer de melhor após conversas riquíssimas com risk managers globais.
Ficou claro com o RIMS foi muito além de um evento, mas uma oportunidade de posicionamento estratégico para WTW Brasil.
Obrigada pela conversa e obrigado a todos que nos ouviram, até o próximo episódio.
[MÁRCIO TEIXEIRA] Eu que agradeço, Flávia, por esta participação e até mais a todos.
[VINHETA] Obrigado por participar do WTW POD+Seguros.
Para mais informações, acesse nossas mídias sociais e a seção de insights no wtwco

