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Podcast

O futuro da energia e o papel do seguro: insights do Power Market Review 2025

Episódio 15: Conheça as tendências de energia

Dezembro 29, 2025

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Neste episódio do POD+Seguros, especialistas da WTW exploram as principais conclusões do Power Market Review 2025 e como o setor de energia está em um momento decisivo. A conversa destaca a pressão crescente da digitalização e dos data centers, os desafios de transmissão, a retomada da energia nuclear e o papel estratégico do seguro na construção de resiliência.

A integração entre engenharia, gestão de riscos e seguros precisa começar no início do ciclo dos projetos.”

Paulo Mantovani | Líder de Recursos Naturais
Episódio 15: POD+Seguros

Transcrição do episódio

[PAULO] Olha, isso significa que estamos vivendo um mercado de seguros mais competitivo e flexível, e isso a gente tem sentido desde o ano passado, né?

A gente tem visto aí uma redução sensível nas taxas.

[VINHTA] Você está ouvindo o POD+Seguros, uma série de podcasts da WTW, onde nós discutimos temas sobre seguros corporativos, gestão de riscos e outras novidades e tendências do mercado.

[MANUELA]Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio do POD+Seguros.

Hoje é uma edição especial porque vamos falar sobre o futuro da energia.

Vamos mergulhar nas principais conclusões do Power Market Review de 2025, estudo global da WTW, que analisa as tendências, riscos e oportunidades do setor de energia.

E para nos orientar nessa conversa, recebemos Paulo Mantovani, especialista da WTW sobre o assunto.

Seja muito bem-vindo, Paulo.

[PAULO] Prazer em estar aqui com vocês.

O setor de energia está em um ponto de inflexão e o estudo deste ano mostra claramente isso.

Prazer em estar aqui com você, Manuela.

[MANUELA] Vamos falar sobre muitas coisas, vamos discutir principalmente sobre como a inovação e o seguro caminham juntos nessa jornada.

No relatório, vimos que ele abre falando em um grande deslocamento de poder com empresas de energia no centro da transição para o futuro eletrificado.

O que mais chamou sua atenção nesse panorama?

[PAULO] O que eu acho que me chamou mais atenção, que pra mim é o ponto principal, é que a demanda por energia está crescendo exponencialmente, incursionada pela digitalização, pelos data centers e pela eletrificação de indústrias.

Ao mesmo tempo, nós vemos grandes barreiras para isso acontecer.

Uma infraestrutura envelhecida, falta de investimento em transmissão e os riscos climáticos que todos estão vendo.

O relatório mostra, por exemplo, que o investimento global em redes elétricas está estagnado em cerca de 300 bilhões por ano há mais de uma década, quando deveria quase dobrar em 2030 para acompanhar as metas climáticas.

[MANUELA] Muito legal, Paulo, então, a gente consegue visualizar que o desafio não é apenas produzir essa energia, mas a gente precisa transportá-la e distribuí-la com eficiência.

[PAULO] Exatamente. Sem a transmissão, não há transição.

Esse é o paradoxo que estamos enfrentando hoje.

A energia precisa ser saída da origem e chegar ao seu destino.

É o que a gente mais vê, Paulo, é o tal do curtailment.

Voltando aqui para o relatório, ele cita falhas recentes nas redes da Espanha e Portugal, que a gente acompanhou esse ano, em 2025, e até apagões no Chile.

Por que a transmissão virou um ponto tão sensível?

[PAULO] Exatamente sobre isso que a gente estava falando há pouco.

O que acontece é que a vida útil projetada já está terminando.

Então, você tem uma rede já envelhecida.

Na Europa, por exemplo, até 35% das linhas de baixa tensão têm mais de 40 anos.

E, além disso, os prazos para você substituir os transformadores podem chegar a 36 meses, o que deixa o sistema completamente vulnerável.

Então, esses gargalos expõem o quanto o setor precisa se modernizar e, além de se modernizar, melhorar sua infraestrutura e repensar nos seus planos de cinco anos, que já não acompanham a velocidade da inovação e da transição energética.

[MANUELA] Superinteressante a sua fala que você menciona dos transformadores que podem chegar a 36 meses.

A gente vê isso muito no seguro.

Então, voltando para o tema do seguro, como é que ele pode ajudar nesse processo?

[PAULO] Sem dúvida. O relatório mostra que, mesmo com esses riscos, o segmento de transmissão continua sendo um risco lucrativo e atrativo para as seguradoras, desde que as empresas adotem as estratégias de resiliência com base em dados e engenharia de risco.

[MANUELA] Mudando um pouquinho agora da questão da transmissão, vamos olhar um pouquinho para a energia nuclear.

O estudo traz um capítulo dedicado à energia nuclear, apontando como resposta a demanda crescente dos data centers.

Por que esse tema ganhou tanta força ultimamente?

[PAULO] É verdade.

Eu venho notando uma relevância grande em relação à energia nuclear.

O que acontece é que os data centers vão dobrar o seu consumo até 2030, o seu consumo de energia.

E a produção de chips de IA cresceu 350% entre 2023 e 2024.

Então, as grandes empresas de tecnologia, Microsoft, Google e Amazon, estão buscando fontes estáveis e limpas de energia, que são o que eles precisam.

Esses são os pontos principais que eles procuram e querem ter uma constante de fornecimento.

E a energia nuclear oferece essa confiabilidade, estabilidade e baixo carbono, o que torna uma peça-chave desse quebra-cabeça.

Inclusive, mais um fator que eu acho interessante citar, é que os próprios players de tecnologia estão investindo diretamente em usinas nucleares.

Isso cria uma sinergia inédita entre os setores que antes pareciam distantes.

Ou seja, eles estão se aproximando para um bem comum.

[MANUELA] Legal, mas voltando aqui para um ponto do relatório, junto com os seguros, trazendo aí uma visão única para essa colocação, a gente sabe que muitas vezes pode haver uma lacuna entre o seguro e a regulação, certo?

[Paaulo] Sim, falta cobertura adequada para todas as fases e as regulações nem sempre acompanham o ritmo dos projetos.

São novas tecnologias.

A WTW defende uma maior integração entre engenharia, gestão de riscos e seguros desde o início do ciclo de vida dos projetos, justamente para proteger o ciclo de vida.

Então, esse é um ponto super importante que a WTW está inserida.

[MANUELA] E o estudo mostra que o pêndulo voltou a favor dos compradores de seguro.

O que isso significa na prática?

Olha, isso significa que estamos vivendo um mercado de seguros mais competitivo e flexível e isso a gente tem sentido desde o ano passado.

A gente tem visto aí uma redução sensível nas taxas e as empresas de energia estão conseguindo reduções no prêmio de até 30% e condições mais vantajosas, que é justamente o reflexo desse mercado mais light.

Mas é importante frisar que mesmo com o mercado mais light as coberturas precisam evoluir.

O risco está mudando de configuração e os contratos precisam refletir isso.

[MANUELA] Ou seja, o momento é de oportunidade, mas também de estratégia?

[PAULO] Não, perfeito. É exatamente isso.

Eu acho que sim, porque os dados de engenharia e relacionamentos sólidos com o mercado segurador são o tripé para capturar os benefícios desse novo ciclo.

Ou seja, a gente tem uma oportunidade e a gente tem que aproveitar.

[MANUELA] Antes de encerrar essa nossa conversa, eu queria pedir uma visão rápida sobre as regiões que mais se destacam nesse estudo da WTW.

Você poderia iniciar?

[PAULO] Com certeza. A gente vê algumas regiões.

A Ásia Pacífica, ali, aquela região, é a região que mais cresce impulsionada por China e Índia, onde a gente vê uma expansão muito grande, inclusive dos data centers.

Na América Latina, o mercado está mais competitivo, com descontos expressivos e investimentos em energia limpa, mas ainda sensível aos eventos climáticos que a gente tem visto, com maior periodicidade.

E tem dois eventos que correram as telas mundialmente, que são as enchentes do Rio Grande do Sul e os incêndios no Chile, que servem como uma orientação para os mercados.

Quando a gente fala de América Latina, todo mundo lembra das enchentes do Rio Grande do Sul e os incêndios no Chile.

No Oriente Médio, a gente vê que o gás natural continua forte, mas já se preparando para uma transição com foco em hidrogênio e captura de carbono.

[MANUELA] E o que a gente pode pegar desse relatório sobre as pequenas usinas nucleares, já que a gente falou um pouquinho acima?

[PAULO] Sim, analisando bem o relatório, a gente vê que o destaque vai para essas pequenas usinas nucleares, que prometem reduzir os custos e riscos.

O desafio, Manuela, é equilibrar a inovação tecnológica com segurança e governança, e aí o seguro realmente tem um papel central nesse processo.

[MANUELA] Paulo, queria muito agradecer a sua participação aqui conosco por compartilhar tantos insights valiosos.

Fica claro que o futuro da energia será guiado por inovação, investimentos, gestão inteligente de riscos no final do dia.

A gente precisa olhar com carinho para seguros.

Mas para quem quiser também ler esse estudo completo que a gente tanto falou aqui na nossa conversa, o Power Market Review de 2025, ele está disponível no site da WTW.

[PAULO] Obrigado, Manuela. Obrigado a todos.

E foi um prazer estar aqui com vocês.

[MANUELA] Obrigada, até a próxima.

E para você que nos assistiu até aqui, muito obrigada pela companhia.

Continue acompanhando POD+Seguros para mais conversas que inspiram e transformam o futuro dos negócios.

Até a próxima.

[VINHETA] Obrigado por participar do WTW POD+Seguros.

Para mais informações, acesse nossas mídias sociais e a sessão de insights no wtwco.com

Sobre a moderadora


Manuela Slaib
Diretora de Recursos Naturais
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Sobre o convidado


Líder de Recursos Naturais
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