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Artigo

Guerra por talentos é a principal prioridade e desafio das empresas

Compensation Strategy & Design|Talent|Total Rewards
N/A

Por Sandra Bento | abril 13, 2022

A captação e retenção de talentos, em particular aqueles que têm competências digitais, continua a ser um dos principais desafios que as empresas enfrentam em termos de recursos humanos.

Guerra por talentos é a principal prioridade e desafio das empresas

A captação e retenção de talentos, em particular aqueles que têm competências digitais, continua a ser um dos principais desafios que as empresas enfrentam em termos de recursos humanos, com esta guerra por talentos a ter um impacto significativo nas remunerações e no desenho dos benefícios das empresas, de acordo com a apresentação da WTW no lançamento do seu Survey de Remunerações e Benefícios 2022 – Todos os setores – Portugal.

Sandra Bento, Associate Director, Data Services na WTW, começou a sessão com uma apresentação sobre as principais tendências para 2022 no que respeita às remunerações e benefícios para o mercado em geral, destacando as prioridades, áreas estratégicas e desafios que as empresas enfrentam na planificação remuneratória e no desenho de benefícios.

No que respeita à categoria Work and Rewards, a responsável referiu que as prioridades das empresas passam por uma abordagem dinâmica da remuneração, quer ao nível de funções, quer do benchmarking do mercado; e à guerra de talentos a que se assiste no mercado, estando em curso uma transformação em termos das próprias funções e da competitividade pelo talento e competências, sobretudo ao nível do digital. Nesta área, Sandra Bento salientou que a “remuneração por competências está a ganhar outra relevância”.

As empresas estão, também, a priorizar o uso da tecnologia para simplificar processos de remuneração e, os critérios de ESG – Environmental, Social & Governance, como a diversidade, equidade e inclusão; e o regresso ao trabalho, onde os empregadores se debatem com o desafio de compreender o impacto da pandemia no trabalho a curto, médio e longo prazo. Neste regresso pós-pandémico, destacou Sandra Bento, as empresas procuram a melhor forma de proporcionar ao colaborador um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e a introdução de novas formas de trabalho, como os modelos híbridos ou full remote.

Empresas elegem áreas estratégicas de atuação

Em termos das áreas estratégias em que as empresas pretendem atuar no que se refere a Works and Rewards, Sandra Bento destacou as três principais: a otimização do trabalho e desenho das funções (50%); a remuneração total, onde se inclui a parte financeira, os benefícios e o próprio ambiente de trabalho (80%); e como é que são definidas as atuais e as novas carreiras (90%).

A responsável da WTW indicou, também, os principais desafios que as empresas enfrentam atualmente, afirmando que o mais comum é a atração e retenção de talentos que tenham competências digitais (78%). As dificuldades com as funções comerciais (48%), com os colaboradores com salários fixos (56%) e os pagos à hora (38%), são outras das dificuldades dos empregadores na planificação de remunerações e desenho de benefícios.

Os dados dos surveys de Remunerações Benefícios da WTW proporcionam dados importantes para as empresas serem competitivas no mercado dos dias de hoje, concluiu Sandra Bento, destacando, a título de exemplo, a informação por setor, grupos de empresas comparáveis, por função e níveis de responsabilidade e até por diferentes tipos de carreira, conforme se trate de carreiras de gestão e/ou contributo individual.

Por sua vez, Nuno Arruda, do Executive Board Portugal da WTW, sublinhou a “complexidade” que é gerir pessoas nos dias de hoje, algo que sempre aconteceu, mas que a competição pelo talento elevou a um novo patamar. Acrescem as dificuldades em encontrar a melhor “forma de remunerar as pessoas com interesses e preocupações diferentes, em estágios de vida diferentes, e a dificuldade de adaptação a novas formas de trabalho”. Questões que reforçam a importância de as empresas terem dados e informações sobre os seus pares e o mercado, para que possam tomar as melhores decisões, afirmou Nuno Arruda.

Autor

Associate Director, Data Services

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