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A compreensão da cultura de bem-estar e o combate ao burnout

Por Walderez Fogarolli | Agosto 15, 2022

Artigo produzido pela WTW e publicado no portal da Melhor RH, no mês de julho de 2022.
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A maioria de nós acaba passando quase um terço do dia no ambiente do trabalho, por isso, precisamos manter a atenção para identificarmos situações que possam nos causar desequilíbrio de ordem física ou emocional. Diariamente, passamos por situações de estresse no trabalho, como: prazo apertado para entrega de um projeto, adoecimento de um colega com acúmulo de atividades, demanda imediata de um cliente, enfim, isso faz parte da nossa rotina, e quando a pressão passa, a “adrenalina” volta ao normal. Porém, a exposição contínua a agentes estressores acarreta exaustão dos mecanismos que permitem o retorno ao equilíbrio, levando ao que chamamos de fase de exaustão do estresse e uma possível síndrome de burnout.

Muito tem se falado nesta síndrome que se manifesta com sensação severa de esgotamento, apatia, falta de vontade de trabalhar e ausência de atenção nas tarefas realizadas. Entre os principais agentes de estresses no ambiente de trabalho podemos citar:

  • Organização do trabalho: falta de planejamento, demandas em excesso, senso de urgência como rotina, pessoas não habilitadas para executar as tarefas sob sua responsabilidade, falta de recursos e instrumentos de trabalho e, ainda, os riscos ambientais (ruído, acidentes e outros agentes nocivos)
  • Clima organizacional e relações interpessoais: desrespeito, discriminação, protecionismo, falta de comunicação e engajamento e alta competitividade
  • Falta de reconhecimento: baixa remuneração, ausência de plano de carreira, incentivo, treinamento e desenvolvimento e sentimento de injustiça

Muitas empresas erram ao pensar na síndrome de burnout como um problema individual que pode ser solucionado apenas com benefícios que incluem terapias e técnicas de mindfulness. É preciso compreender que algo precisa ser revisto no ambiente corporativo ou nas relações com os líderes. A empresa precisa fortalecer sua cultura de bem-estar para só assim conseguir prevenir o aparecimento do burnout decorrente de agentes estressores do trabalho.

A empresa precisa avaliar o todo. Não adianta fazer um programa com foco em saúde se é mantido um ambiente agressivo, se ocorre uma competitividade muito grande, se existe protecionismo ou discriminação. Para isso, é preciso mapear a organização, entender o ambiente físico, os processos de trabalho, o perfil de liderança, a área de treinamento e desenvolvimento e fornecer as ferramentas adequadas para o trabalho.

O diagnóstico de bem-estar, por meio de uma abordagem holística, pode levar a organização a revisar e implementar ações em diferentes áreas como: segurança do ambiente de trabalho, treinamento e desenvolvimento, gestão do desempenho, gestão de carreira e sucessão, estratégias de recompensa e reconhecimento, diversidade e inclusão e futuro do trabalho.

Falar de bem-estar não se trata apenas do desenvolvimento de um programa ou de uma iniciativa isolada, e sim de algo que deve ser vinculado aos valores da organização e à experiência do empregado. Esse tipo de estratégia deve incorporar as políticas e os programas de benefícios da empresa ajudando a moldar a cultura inclusiva desejada, além de abordar as dimensões física, emocional, financeira e social dos empregados.

Empresas onde a cultura de bem-estar integrado faz parte dos valores da organização, e existe forte engajamento da liderança, mitigam ou eliminam a maioria dos agentes estressores presentes no ambiente de trabalho. A questão da saúde mental nunca foi tão prevalente e é um item que precisa estar no topo da agenda dos líderes para que se alcance prosperidade nos negócios.

Autora

Diretora de gestão de saúde da WTW

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